areashape
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Space research (in an architectural and sculptural sense) is one of its main concerns.

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Robert Filliou

Optimistic Box N°1, 1968


Object, 11 x 11 x 11 cm.

Collection: Collection M HKA, Antwerp (Inv. no. M00006).
Other works and editions that afford an enlightening peek into a world structured by such an anarchic sense of humor are the so-called “Optimistic Boxes”, the first of which, from the fabled year 1968, contains a pavement stone: an inscription on the outside of Optimistic Box Nr. 1 (1968) reads “thank God for modern weapons”, countered by an inscription that states “we don’t throw stones at each other anymore” – yet the paving stone was effectively that year’s most popular weapon. Optimistic Box n°2 from 1969 contains Filliou’s scathing view of modern marriage; yet another, later work, A More Curious Invention of the Gaga Yogi (1976) consists of a box containing hundreds of thumbnails inside, and sporting one lonely, hammered nail outside. Optimistic Box N°3 “So much the better if you can’t play chess” on the outside and “You won’t imitate Marcel Duchamp” on the inside. Optimistic Box N° 4 and 5 is one object, it is about the overall importance of money. The object is a pink piggy bank, on the one side is written “one thing I learned since I was born” on the other side : “that I must die since I was born”.
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mitjaissick:

Robert Filliou, For Duchamp, 1969
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markmcevoy:

Bartleby

Robert Filiou
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bal-semactiv:

ROBERT FILLIOU [w/ George Maciunas, Peter Moore, Daniel Spoerri, Robert Watts, 1967] - ROBERT FILLIOU [Ample Food for Stupid Thought, 1965 - Book]. [ACP] - The book is originally designed as a set of 96 postcards, this is the first reproduction in book form. Dedicated to George Brecht. Introductions by Daniel Spoerri, Arman, Kichka Baticheff, George Brecht, William Burroughs, Christo, Diane di Prima, Brion Gysin, Dick Higgins, Allan Kaprow, Ray Johnson, Joe Jones, Alison Knowles, John Herbert McDowell, Jackson Mac Low, Nam June Paik, Benjamin Patterson, Diter Rot and James Waring. 
“When you make, it is art, when you finish, it is non-art, when you exhibit, it is anti-art. Art must return to the people to which it belongs.” —Robert Filliou— 
bal-semactiv:

ROBERT FILLIOU [w/ George Maciunas, Peter Moore, Daniel Spoerri, Robert Watts, 1967] - ROBERT FILLIOU [Ample Food for Stupid Thought, 1965 - Book]. [ACP] - The book is originally designed as a set of 96 postcards, this is the first reproduction in book form. Dedicated to George Brecht. Introductions by Daniel Spoerri, Arman, Kichka Baticheff, George Brecht, William Burroughs, Christo, Diane di Prima, Brion Gysin, Dick Higgins, Allan Kaprow, Ray Johnson, Joe Jones, Alison Knowles, John Herbert McDowell, Jackson Mac Low, Nam June Paik, Benjamin Patterson, Diter Rot and James Waring. 
“When you make, it is art, when you finish, it is non-art, when you exhibit, it is anti-art. Art must return to the people to which it belongs.” —Robert Filliou— 
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paperstructure:

Mira Schendel, Untitled, 1955, Tempera on paper
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ruiraiox:

Mira abraça embrulhinhos, da série “droguinhas”, que os ingleses traduziram por “little nothings”, escultura que fez em papel de arroz.
Nascida em Zurique, na Suíça, e criada em Milão, na Itália, Myrrha Dagmar Dub, ou apenas Mira, como gostava de ser chamada, mudou-se para o Brasil em 1949, onde viveu e trabalhou de maneira incessante até sua morte, em 1988, aos 69 anos.

Educada em ambiente católico, perseguida pelas origens judaicas durante a Segunda Guerra e forçada a abandonar a faculdade de Filosofia após a introdução de leis antissemitas na Itália, Mira acabou fugindo para a então Iugoslávia. E desembarcou em solo brasileiro, aos 30 anos, indo viver em Porto Alegre com o marido. Depois da separação, em 1953, seguiu para São Paulo, onde se aproximou de intelectuais e rapidamente se firmou na cena artística como um de seus expoentes, junto com Lygia Clark e Hélio Oiticica, reinventando a linguagem do modernismo europeu no Brasil.

A obra de Mira é um retrato de sua vida. Revela as raízes (o excesso ou a falta delas), as contradições religiosas e o interesse por filosofia, semiótica e os idiomas. De citações brasileiras a Chico Buarque e João Cabral de Melo Neto ou ao samba, passava para textos em italiano, alemão, que usava para devorar livros de filosofia, ou checo, idioma do segundo marido, além de citações da Bíblia.
— Ela era muito consciente dos idiomas, da maneira de operá-los e mostrar como a língua muda as experiências de mundo. Mover-se de um idioma para outro era mover-se de um mundo para outro — explica a curadora da Tate, Tanya Barsons, especialista em arte latino-americana.

Talvez por sua história tumultuada, Mira nunca tenha mergulhado em questões políticas, que tratava apenas de forma tangencial, segundo Taisa. A primeira vez que teria produzido peças abertamente políticas foi na série “Sarrafos”, de telas brancas com sarrafos negros que cortam parte delas, no fim da década de 1980, período de instabilidade no Brasil que Mira teria comparado ao entreguerras na Alemanha. Outra peça, “Ondas paradas de probabilidade”, de 1969 (pouco depois do AI-5 no Brasil), com fios de nylon que pendem do teto, acompanhados de uma citação da Bíblia, também é vista com conotação política.

Feita para ser exposta naquele mesmo ano na Bienal de São Paulo, que ficou conhecida como a Bienal do Boicote, a obra desafiou os artistas brasileiros e estrangeiros que decidiram não participar do evento.

A exposição na Tate não é apenas o retorno da artista “transnacional”, como gostam de chamá-la os especialistas, à cena londrina, mas a um marco da sua vida. A individual de Mira na capital britânica em outubro de 1966 teve múltiplos significados para ela. Profissional e pessoalmente. Segundo Tanya, que também foi curadora da retrospectiva de Hélio Oiticica na Tate, em 2007, a vinda da artista a Londres naquela época marcou um momento de transição em sua carreira.

— Era uma nova fase de Mira, com uma obra de peso e um dos grandes momentos em que ela faria conexões com outros artistas importantes na cena internacional e que passariam a influenciá-la — diz Tanya.

A última exibição da badalada galeria alternativa Signals, que funcionou apenas entre 1964 e 1966, levou ao público londrino de então as mesmas obras feitas a partir de papel de arroz — “Droguinhas” e “Trenzinho”, além de algumas monotipias — que haviam sido expostas aos brasileiros no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro meses antes. Para a decepção da artista, a recepção no Brasil foi totalmente diferente, o que a levou a afirmar, em entrevista ao pintor Jorge Guinle, em 1981, que não havia sido compreendida no Rio. Agora, as peças estão todas de volta a Londres.

A ida da artista à capital britânica na época foi também sua primeira viagem à Europa desde que deixara o continente, no pós-guerra. Um reencontro com suas origens. E a primeira das várias viagens que passou a fazer em seguida à região, que já não sentia mais como sua casa, assim como o próprio Brasil, país que escolheu para passar o resto da vida.

A exposição ficou em cartaz até ao dia 19 de janeiro. De Londres, ela segue para a Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, no Porto, em Portugal, para voltar ao Brasil no ano que vem. De 24 de julho a 19 de outubro de 2014, as obras de Mira Schendel estarão em exibição na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Por mais que se trate da mesma mostra, porém, para o público brasileiro a disposição das peças deve ser outra, menos didática ou cronológica como está sendo na Inglaterra.
 
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ruiraiox:

Leon Ferrari and Mira Schendel at MoMA: Tangled Alphabets
León Ferrari, (Argentine, born 1920), Untitled from the series Relecturas de la Biblia (Rereadings of the Bible), c. 1988. Cut-and-pasted
The Museum of Modern Art’s exhibition Tangled Alphabets: León Ferrari and Mira Schendel is the first major museum retrospective in the United States to survey the work of León Ferrari (Argentine, b. 1920) and Mira Schendel (Brazilian, b. Switzerland, 1919–1988), and to explore their significant contributions to contemporary art. Working separately over several decades in neighboring Latin American countries during the latter half of the twentieth century, each created an oeuvre of works of art fundamentally based in language.
At a time when Western artists were incorporating letters, words, text, and language as a functional component of their art, Ferrari and Schendel distinctively addressed language as a major visual subject matter, considering the material body of language, its manifestation as a written word and voice, and its use as a metaphor for the human world. As contemporaries, though never collaborators, the two artists shared experiences of disillusion and exile that determined parallels and divergences in the art they produced. Tangled Alphabets: León Ferrari and Mira Schendel brings together some 200 works in a range of media, including ceramics, paintings, sculptures, installations, and drawings, from public and private collections in São Paulo, Buenos Aires, London, and the U.S., including that of The Museum of Modern Art. The majority of the works in the exhibition come from the Mira Schendel Estate (with thanks to the collaboration of Galeria Millan in São Paulo) and León Ferrari’s personal collection, and many of these works are being shown in the United States for the first time. Organized by Luis Pérez-Oramas, The Estrellita Brodsky Curator of Latin American Art, with the assistance of Geaninne Gutiérrez-Guimarães, Curatorial Assistant, The Museum of Modern Art, the exhibition is on view from April 5 through June 15, 2009, in The International Council of The Museum of Modern Art Gallery on the sixth floor. “While the exhibition is intended to juxtapose the common themes shared in the work of these two artists, it constitutes a full retrospective of each artist’s career,” says Mr. Pérez-Oramas. “Ferrari and Schendel are visual artists who never abandon the word. They make it the center of the work—the word as a limitless substitute for the human voice. Ferrari and Schendel give us opaque texts as visual fields; wounded, fragmented, obsessive signs; abandoned, delirious, solitary letters. It is not language that shines through, but writing—whether abstract or textual, alphabetic or architectural, deformed or infinitesimal, nominal or transitive—and, above all, its body: the graphic gesture.” Tangled Alphabets presents many groupings of works, and is organized loosely chronologically, presenting the evolution of the two artists’ work from the late 1950s through the late 1980s for Schendel, and from the late 1950s through 2007 for Ferrari. The exhibition begins in the late 1950s with an examination of the artists’ use of line, form, and texture, starting with early still-life paintings by Schendel and ceramic vessels by Ferrari. This is followed by a comprehensive look at the artists’ use of words, letters, and phrases, as exemplified through a selection of their language-based works on paper from the 1960s and 1970s. Next, a dramatic display of their three-dimensional works from the 1960s and 1970s—Ferrari’s steel sculptures and Schendel’s paper sculptures and graphic objects—features many works that hang from the ceiling. Both artists made work of political and religious protest, examples of which are on view in a subsequent gallery, and range in date from the mid-1960s to the late 1990s in the case of Ferrari. The exhibition concludes with Schendel’s last series of large paintings from the late 1980s, and Ferrari’s most recent hanging sculptures in polyurethane from 2006 and 2007. The early 1960s were crucial years in the development of the artists’ work. Ferrari and Schendel started to derive work from language, making intricate works on paper. During this time in North America and Europe, the 1960s saw the emergence of Conceptual art. Although the work of Ferrari and Schendel is contemporary with the birth of Conceptualism, it is distinctively different. Since they address language as a material presence, a body of signs and traces, brushstrokes and gestures, far more than as a vehicle of concepts or ideas, they are more concerned with the visual appearance of language. In fact, the essence of their art lies in its execution, making each work an unrepeatable operation, which is the opposite of Conceptual art. Highlighted in the first section of the exhibition are two key works from the 1960s. Ferrari’s Cuadro escrito (Written Drawing) (1964), is a “written drawing” on which a handwritten text on the surface of the paper describes a nonexistent painting and what this painting would look like, while also producing an argument against religion, God, and the deification of painting. Schendel’s Untitled (Achilles) (Sem titulo [Achilles]) (1964) is a large oil painting depicting a doorway, over which an English sentence that references Achilles, taken from the introduction to a book of religious poems, has been written in stenciled capital letters. The exhibition proceeds with works by Ferrari and Schendel that use symbols and patterns based in poetry rather than actual text. Both artists maintained friendships with significant poets—Haroldo de Campos in the case of Schendel; Rafael Alberti in the case of Ferrari. Ferrari’s Sin titulo (Sermón de la sangre) (Untitled [Sermon of the blood]) (1962), is based on a poem by Alberti and is comprised of two planes of lines that join in a complex labyrinth of black and blood-red linear gestures and crisscrosses. This work can be compared to Schendel’s series of sculptural works begun in the 1960s, such as Droguinha (Little nothing) (1966) and Objetos gráficos (Graphic Objects) (mid-1960s), which hang from the ceiling of the galleries. The Droguinhas are made of pieces of Japanese paper, twisted into ropes, which are then knotted and reknotted, thus symbolizing a chain that links embroidery with language and the frustration and confusion of a knot that cannot be untied. The Objetos gráficos emphasize Schendel’s interest in graphic letters, signs and symbols, and address the notion of transparency as the works are placed in between plexi sheets that encourage the viewer to see them from both sides. 
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ruiraiox:

Schendel, MiraSem Título , 1966 Série Droguinhasfolhas de papel-arroz retorcidas e trançadas45 cm (diametro)
Arte é nostalgia de Deus, não precisa pintar aquilo que se vê, nem aquilo que se sente, mas aquilo que vive em nós […]. Tanta dor me levou a um meio de expressão. Não sei seminha pintura é grande, só sei que é arte.Mira Schendel 
Esta será a primeira grande exposição em Portugal de Mira Schendel. Pouco conhecida no nosso país — onde expôs individualmente uma única vez em 1966, na Galeria Buchholz, em Lisboa —, Schendel conta-se entre os mais prolíficos e significativos artistas latino-americanos. Contemporânea de Lygia Clark e Helio Oiticica, com eles contribuiu para redefinir a linguagem do modernismo europeu no Brasil. 
Nascida em Zurique em 1919, Schendel viveu em Milão e Roma antes de emigrar para o Brasil em 1949. Em 1953, fixou-se em São Paulo, onde viveu e trabalhou até à sua morte, em 1988. A experiência precoce de deslocações culturais, geográficas e linguísticas e um profundo interesse pela história da religião e pela filosofia marcam todo o seu trabalho. Além de ajudar a criar no Brasil um círculo de intelectuais oriundos de áreas diversas do conhecimento (psicanálise, literatura, filosofia, teologia) – muitos, entre eles Vilém Flusser, judeus emigrados como ela –, Schendel manteve contacto com vários pensadores europeus, como Jean Gebser, Max Bense  e Umberto Eco.

A presente exposição, que reúne mais de 200 pinturas, esculturas e desenhos da artista, alguns apresentados pela primeira vez, constitui uma oportunidade inédita para avaliar a singularidade, a vastidão e a importância da obra e a variedade de temas e meios explorados pela artista. As primeiras pinturas (1955?65), muito raramente exibidas, ajudam a perceber o confronto, transversal a todo o seu notável percurso, entre impulsos figurativos e complexidades geométricas. A paradigmática série Droguinhas (1965?66) ? esculturas de papel de arroz originalmente expostas na Signals Gallery, em Londres, em 1966 ? ilustram de forma exemplar a tensão entre a fragilidade dos materiais e a força com que são transmutados em esculturas. Apresentados pela primeira vez na Bienal de Veneza de 1968, os Objetos Gráficos evidenciam a muito singular abordagem de temas relacionados com a linguagem e o significado. A seu lado estarão algumas das mais emblemáticas instalações (como Ondas Paradas de Probabilidade, de 1969, e Variantes, de 1977) e a última série de pinturas de Mira Schendel.
Comissariado: Tanya Barson (Curadora de Arte Internacional, Tate Modern) e Taisa Palhares  (Curadora, Pinacoteca do Estado de São Paulo)
Exposição organizada por Tate Modern e Pinacoteca do Estado de São Paulo em associação com a Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, Porto,
 MIRA SCHENDEL
DE 01 MAR 2014 A 24 JUN 2014, Serralves
ruiraiox:

Schendel, MiraSem Título , 1966 Série Droguinhasfolhas de papel-arroz retorcidas e trançadas45 cm (diametro)
Arte é nostalgia de Deus, não precisa pintar aquilo que se vê, nem aquilo que se sente, mas aquilo que vive em nós […]. Tanta dor me levou a um meio de expressão. Não sei seminha pintura é grande, só sei que é arte.Mira Schendel 
Esta será a primeira grande exposição em Portugal de Mira Schendel. Pouco conhecida no nosso país — onde expôs individualmente uma única vez em 1966, na Galeria Buchholz, em Lisboa —, Schendel conta-se entre os mais prolíficos e significativos artistas latino-americanos. Contemporânea de Lygia Clark e Helio Oiticica, com eles contribuiu para redefinir a linguagem do modernismo europeu no Brasil. 
Nascida em Zurique em 1919, Schendel viveu em Milão e Roma antes de emigrar para o Brasil em 1949. Em 1953, fixou-se em São Paulo, onde viveu e trabalhou até à sua morte, em 1988. A experiência precoce de deslocações culturais, geográficas e linguísticas e um profundo interesse pela história da religião e pela filosofia marcam todo o seu trabalho. Além de ajudar a criar no Brasil um círculo de intelectuais oriundos de áreas diversas do conhecimento (psicanálise, literatura, filosofia, teologia) – muitos, entre eles Vilém Flusser, judeus emigrados como ela –, Schendel manteve contacto com vários pensadores europeus, como Jean Gebser, Max Bense  e Umberto Eco.

A presente exposição, que reúne mais de 200 pinturas, esculturas e desenhos da artista, alguns apresentados pela primeira vez, constitui uma oportunidade inédita para avaliar a singularidade, a vastidão e a importância da obra e a variedade de temas e meios explorados pela artista. As primeiras pinturas (1955?65), muito raramente exibidas, ajudam a perceber o confronto, transversal a todo o seu notável percurso, entre impulsos figurativos e complexidades geométricas. A paradigmática série Droguinhas (1965?66) ? esculturas de papel de arroz originalmente expostas na Signals Gallery, em Londres, em 1966 ? ilustram de forma exemplar a tensão entre a fragilidade dos materiais e a força com que são transmutados em esculturas. Apresentados pela primeira vez na Bienal de Veneza de 1968, os Objetos Gráficos evidenciam a muito singular abordagem de temas relacionados com a linguagem e o significado. A seu lado estarão algumas das mais emblemáticas instalações (como Ondas Paradas de Probabilidade, de 1969, e Variantes, de 1977) e a última série de pinturas de Mira Schendel.
Comissariado: Tanya Barson (Curadora de Arte Internacional, Tate Modern) e Taisa Palhares  (Curadora, Pinacoteca do Estado de São Paulo)
Exposição organizada por Tate Modern e Pinacoteca do Estado de São Paulo em associação com a Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, Porto,
 MIRA SCHENDEL
DE 01 MAR 2014 A 24 JUN 2014, Serralves
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luftmentsh:

Although writing plays a key role in Schendel’s drawing, there are few examples in which complete thoughts can be read. A poet early in her career, Schendel was preoccupied with the notion of time. She worked around the clock, and made over two thousand drawings in the mid-1960s alone. In the drawing on the left she wrote in Italian, nel vuoto del mondo (“in the void of the world”), and on the right she wrote colloquially in French, un rien de temps et ce sera le jour entier (“almost no time and this will be the entire time”).
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bildwerk:

MIRA SCHENDEL
Untitled, 1956 Mixed media on board.85.5 × 56 cm

Born in Zurich in 1919, Mira Schendel grew up and was educated in  Milan.Her father and maternal grandfather were Jewish, and she left  Italy underduress during the Second World War. Schendel lived in Sofia,  Sarajevo andRome before eventually applying for Brazilian citizenship.  She settled inPorto Alegre in 1949 and moved to São Paulo in 1953.In  the present lot, Untitled, 1956, Schendel paints oil generously onto  theboard, producing a distinctive thick texture; this is inherent to her  still life,landscape and portrait paintings of the 1950s and early  1960s. From 1962onwards, she began to use tempera, and produced a series  of works thatoccupy the interstices between abstraction and figuration  and were oftentitled simply Paisagem (landscape) or Fachada (façade).  The theoreticalphysicist, collector, curator and critic, Mário  Schenberg, was drawn tothis reconciliation of abstraction with  figuration in Schendel’s work. ForSchenberg, the findings of geometric  abstraction and concrete art generated“new types of figurative imagery”.The  establishing of a productive and mutually transforming dialogue  withwriters and thinkers was of central importance to the process of  Schendel’swork. In addition to Schenberg, other partners in this  dialogue included thephilosophers Vilém Flusser, Max Bense, Jean Gebser  and Hermann Schmitz.“Mira Schendel’s art is a paradigm of an  intellectually refined art whichstrives to build ties between  philosophical concerns and the poetic structureof a work of art … The  conceptual complexity of her work never affected theclarity of the  artistic fact. Schendel understood art as a complete experiencewithin  the concept of space as established by Western culture.”(P.  Herkenhoff, ‘Mira Schendel and the shaping of the inexpressible’  [1994],in Mira Schandel Monotypes, Galleria Millan and Stephen Friedman  Gallery,2009, p. 1)
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artspotting:

Mira Schendel, Untitled 1954 
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1001x:

Untitled
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Mira Schendel
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mellabrown:

Mira Schendel
Untitled-Toquinho (composite)
1972
Collage, dimensions vary
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2-green-glasses:

Que beleza
Mira Schendel
1966
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visual-poetry:

by mira schendel (+)